1 de março de 2010

O Delfim

«Sem memórias não existiria a escrita: o peso específico de que uma imagem ou uma frase necessitam para atingirem o leitor só pode advir da lembrança das coisas - não de ontem, mas de há muito tempo.»

«"Estás aqui estás a atirar-me com o Sócrates. Com o Xenofonte, quero eu dizer. Há uma data de dias que não falas no Xenofonte."

"Pior para ti, porque era de facto um grande caçador."
"Pois. E um grande escritor, ensinaram-me no liceu."
"Repórter de guerra", vou eu continuando.
"Militar..."
"Filósofo-guerreiro. Um valente, um grande, um etc. etc. filósofo guerreiro."
"Tu é que sabes. Tu é que és escritor. Positivamente."
"Obrigado. Em meu nome e em nome de Xenofonte..."
"...Que era um gozador dos antigos", completa Tomás Manuel.
"E Era. Escrevia sobre a vida com um prazer que nem podes imaginar."
"E sobre a morte."
"Já dissemos. Se era um repórter de guerra escrevia sobre a morte."
"Desculpa, tinha-me esquecido", torna o meu companheiro. "Política? Não escreveu também sobre política?"
"Claro. Sobre política, sobre educação dos príncipes..."» (p. 83 de O Delfim de José Cardoso Pires).

http://alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/letras/ensaio12.htm

26 de fevereiro de 2010

Vau e vem III

O placar do espresidente caiu com o temporal, o resto já cá está faz tempo resistindo à vergonha. A glória do chavascal.

25 de fevereiro de 2010

Vau e Vem II

Ah nada de especial, fraquito afinal, uns cacos mas não parece ter alterado significativamente o estado geral. Mirones, reporteres, turistas, o pessoal da câmara em operações de limpeza, os donos das chafaricas a tentar resolver o buraco.

Vau e vem I

O mini tornado do Vau fez os seus estragos nas modernas barracas à beira-mar plantadas. Tiveram sorte os proprietários em ter sido apenas os telhados e uns quantos vidros e candeeiros. O mar desta vez ficou lá atrás. Cá estão os temidos efeitos das alterações climáticas. Não estamos preparados para isto. A CM de Portimão foi célere a remover os destroços. Para onde?

16 de fevereiro de 2010

15 de fevereiro de 2010

SOS Portimão

Portimão no seu pior. Fotos tiradas do blog S.O.S. Portimão. Tudo isto sem haver temporais destruidores, terramotos, bombardeamentos ou outra qualquer desgraça. Só mesmo a desgraça de uma autarquia que se põe em bicos de pés e deixa ver as palmilhas encardidas e mal-cheirosas. O presidente tem andado arredado do verdadeiro papel que deve exercer: moralizar os cidadãos e tentar fazer cumprir alguma espécie de lei e não deixar imperar a barbárie.